ZoyaPatel
Bangalore
SohaniSharma


Na penumbra entre o mito e a mulher, entre Vittoria e a estrela, nasce Sancta Gaga. Ela não chegou — ela foi construída, tijolo por tijolo, de ambição, arte e uma recusa absoluta em se desculpar por ocupar espaço. Em uma entrevista exclusiva e visceral, a artista desmonta a máquina de brilho para nos mostrar o motor: um coração que bate no ritmo de batidas dançantes e confissões sombrias.

Aqui, não há roteiro. Apenas a verdade crua de quem transformou solidão em palco, rejeição em refrão e o desejo desesperado de ser vista em um espetáculo inescapável.

Descubra:

  • A Gênese da Persona: De onde veio "Sancta Gaga" e por que ela era uma questão de sobrevivência.

  • O Panteão Particular: As divindades (Madonna, Bowie, Prince) e os visionários (McQueen, Bowery) que consagram sua arte.

  • The Fame Revelado: Um álbum que não celebra o sucesso, mas dissecaa obsessão por ele. Prepare-se para dançar com o demônio.

  • O EP Fantasma: Por que RED and BLUE permanece intocável no passado, e qual tesouro perdido renasceu.

  • Uma Carta no Tempo: A mensagem para a garota de 10 anos atrás — uma lição sobre intensidade, espaço e a glória que estava por vir.

"É pop sem pedir desculpas."
— Sancta Gaga


ENTREVISTA COMPLETA:

1. Quem é Sancta Gaga?

Sancta Gaga é a persona que eu criei para sobreviver e dominar. Ela nasceu da obsessão por arte, da necessidade de ocupar espaços que nunca me ofereceram e da decisão consciente de fazer tudo o que fosse necessário para me tornar a maior estrela do pop. É a voz que a Vittoria nunca pôde usar sem medo. Ela existe para ser vista, ouvida e lembrada.

2. Quais são as suas inspirações musicais e artísticas?

Musicalmente, me inspiro em artistas que transformaram pop em manifesto, como Madonna, David Bowie, Prince e Grace Jones. Também existe muita influência da dance music dos anos 2000, da eletrônica europeia e do pop exagerado de artistas que entenderam o poder do espetáculo. Visualmente, referências como Leigh Bowery, Alexander McQueen e o imaginário religioso sempre me fascinaram. Tudo que mistura glamour, choque, moda e performance me move.

3. O que podemos esperar do álbum The Fame?

The Fame é sobre desejo, ambição e o preço de querer ser amada por milhões. É um álbum dançante, provocativo e irônico. Não fala sobre sucesso como conquista, mas como obsessão. É brilho, suor, vergonha e prazer coexistindo. É pop sem pedir desculpas.

4. O EP RED and BLUE será revisitado?

Não. RED and BLUE pertence a um momento muito específico da minha vida. Ele fica onde está. Mas uma música descartada daquela era encontrou o seu lugar em The Fame. Algumas canções só existem quando o tempo certo chega.

5. O que você diria para a Sancta Gaga de 10 anos atrás?

Eu diria para não pedir desculpas por ser intensa. Para não reduzir seus sonhos para caber em lugares pequenos. E que toda a solidão, rejeição e desejo de ser vista um dia se transformariam em palco, luz e som alto.


 

Ahmedabad